sexta-feira, 22 de Agosto de 2014

Curta


Portanto, a vida é simples certo? E somos nós que a complicamos?...
Ou a vida é mesmo complicada e ficamos com uma sensação de impotência sempre que queremos algo e nos parece impossível, por muito que pensamos que, no fundo, é tudo muito simples e basta agir?

Fuck.

quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

Divórcios, separações e o fosso que vem a seguir



Toda a gente sabe a história. Boy meets girl. Girl meets boy. They start to speak, to flirt, to kiss, to fuck, relationship alert.

Depois, no início, tudo é perfeito. É o romance, é o amor, é a paixão, é a novidade, o "amo-te", os abraços, os dias, as noites, as coisas feitas em conjunto, é tudo perfeito e quere-se o para sempre com essa pessoa.

Após, segundos, minutos, horas, dias, meses, as coisas começam a descambar. Começam a surgir as primeiras discussões. Começamos a ver outros lados da pessoa que nunca tínhamos visto. Aí surgem duas opções: ou respeitamos as diferenças e continuamos na relação, ou temos presente diferenças tão grandes que vimos logo que não vale a pena. 

Escolhemos a primeira opção. Resolvemos os problemas, afinal o que é uma relação sem discussões, e seguimos em frente. Mais discussões virão, certamente, pelo caminho. Eis que chegam, mas ainda assim, continuamos, discussões não são coisas que nos movam para o final da relação.

E depois vem o turning point. Muitos já o conhecem, muitos não o chegarão a conhecer. Mas algo muda. Seja porque razão seja, a coisa muda. E eis que uma relação de segundos, minutos, horas, meses e talvez até de anos, termina.

E o que vem a seguir? Raros são os ex-casais que são amigos ou sequer se falam. E agora pergunto eu. porquê? Em alguns casos, a resposta é mais clara do que noutros casos, às vezes são ambas as partes que assim o decidem, mas mesmo que seja só uma parte a não querer contacto, quando uma não quer, a outra, a modos que, lá tem que se sujeitar à vontade da outra. Se ela não o quer, que adianta?

E assim do nada, passamos do tudo para o nada. Faz-me confusão. Entristece-me. Como é que passas de estar com alguém com quem prometeste tantas coisas, com quem tu passaste tantos momentos, com quem trocaste tantos carinhos e juras de amor eterno e outras coisas que tais, para nada?Absolutamente nada. Para o absoluto vazio, o maior dos fossos criado entre duas pessoas. Como é que do tudo passas para o nada? 

E isto ainda mais confusão me faz quando se tratam de pessoas que estão juntas há anos, com quem até se casaram... De repente, um casamento de 40 anos vai à vida. Não me interpretem mal. Simplesmente às vezes não dá, ainda que se tenha tentado este mundo e o outro. Mas temos casais em processos de divórcio completamente dificílimos, que duram anos, que só trazem ódio e amargura. Será que estas pessoas não pensam, por um segundo que seja, porque raio é que duas pessoas que se amaram tanto, que se calhar têm filhos em comum, se podem chegar a odiar tanto?

E depois disto? E depois do fim? Às vezes a dor é muita, certo, mas será impossível perdoar alguém? Mesmo que tenham passado anos após a dita separação (seja ela qual for, seja o tempo que a relação durou, seja tudo o que a relação envolveu)?

Porque é que as pessoas são assim? Porque é que, quando se tratam de casais e ex-casais, oscila-se sempre entre um extremo e o outro? 

sábado, 16 de Agosto de 2014

Gerações, estupidez , nudez e os 5-30

Ora pois bem que vou soar como uma mãezinha neste post. E com certeza que vou ser mal interpretada e provavelmente vão haver opiniões muito contrárias às minhas. O que vale é que o blog é pouco lido, lá recebe umas 100 visitas nos melhores dias e só porque ponho o link no fb. E mesmo assim, recebo uns comentários anónimos (muito de vez em quando but still) a mandar aqueles bitaites que só os anónimos (vulgo, pessoas sem tomates) gostam de mandar porque obviamente que ninguém pode advinhar o tom com que escrevo (apesar de já ter escrito sobre isso). Anyways, o que eu quero dizer é: preparem-se para uma crítica. E estou-me a cagar para o que possam achar de mim ou do próprio post em si.

Segue o presente post para dizer que a geração posterior à minha me envergonha profundamente. Ah e por geração anterior à minha vou delinear pessoas dos 16 aos 20 anos (que, segundo os mais entendidos nesta coisa das gerações, provavelmente lá devem pertencer à minha porque, na verdade, só tenho 22 anos mas ainda assim, as diferenças são tão abismais, assim ao nível das minhas com a dos meus pais, que, portanto, vou, de livre vontade, adjudicá-los por geração posterior à minha).

Assim de repente, só penso em gajas nuas. Bem, não numa forma sexual. Gajas nuas mesmo. Em plena rua. Com 16 anos. Há cada vez mais uma cultura do corpo. Aliás, sempre houve mas parece que agora as pessoas só vêem sexo à frente. Quando eu era miúda, tinha uma Rihanna normal à minha frente e a cantar-me "Come Mr Dj song pon de replay", agora, passado alguns anos, tenho uma Rihanna completamente nua e a cantar-me "Strippers goin up and down the pole (And I still got my money) 4 o'clock and we aint goin home (Cuz' I still got my money) Money make the world go round' (I still got my money) Hands make your girl go down (And I still got my money)". A Shakira é outra. De um momento é uma mulher cheia de sexiness que abana as ancas como ninguém e de repente juntou-se à Rihanna para defender a prostituição de luxo em plena MTV. Com ídolos destes, com imagens, ideias e letras destas, é óbvio que a juventude de agora vai ter um exemplo bem diferente do que aquele que eu tive que foi, ironia das ironias, fomentado pelas mesmas pessoas (quando não se tinham vendido, I mean).

Aparte disto, temos uma geração que não lê, que não se instruí, que só vive para a televisão, playstation, smartphones e para a música, que, como referido acima, só dão maus exemplos. Não só a música e os cantores em voga são muito diferentes dos do meu tempo, como aquilo a que é dada maior importância é outra coisa. Sinto mesmo que estamos a evoluir para a estupidez. Por exemplo, assim de repente lembro-me que os Morangos também foram mudando profundamente, reflectindo, lá está, a geração de hoje (a tal posterior à minha, não se percam no raciocínio). As duas primeiras temporadas foram qualquer coisa (assim dentro do género claro), temos actores que saíram de lá e que hoje são personagens principais numa telenovela qualquer, bem como bandas que lá viram os seus tempos áureos. Mas depois, as últimas temporadas tinham diálogos completamente desprovidos de qualquer espécie de inteligência, tínhamos pessoas a dizerem "bué" e "mijar". Eu digo estas coisas, claro, mas quando vejo televisão ou quando leio um livro, espero uma linguagem cuidada, o uso de palavras difíceis tais como "ósculo", "inócuo" e "célere" (mas se calhar depois era pedir de mais porque havia quem não conseguisse acompanhar o raciocínio do que estava a ser dito) ainda que não reflicta o tipo de coisas que os jovens (e aí incluo-me eu APESAR de saber o que querem dizer estas palavras o que já é um plus) digam, mesmo que num ambiente formal (se bem que assim de repente não os estou a ver, sequer, num ambiente formal - se calhar consideram o ir ao Bliss um ambiente formal.....).

E onde é que aqui no meio disto tudo enfiamos a educação? A educação tem, sem dúvida, um papel fulcral e se, há uns anos atrás, insistia a torto e a direito para poder ir sair à noite aos 16, ao qual os meus pais me mandavam ir dar uma volta ao bilhar grande, agradeço-lhes agora (em silêncio claro) por me terem posto na linha, dado limites e indo dando permissão para fazer certas coisas no seu devido tempo. Que é o que não acontece agora. Agora é tudo feito no fast forward, é uma coisa estúpida esta. Temos crianças de 14 anos a fazerem sexo, a apanhar bebedeiras e a fumar brocas. Ora, onde raio é que uma criança, sim porque é uma c-r-i-a-n-ç-a!, tem cabeça para apreciar o sexo, tem consciência do que está a fazer a si própria quando apanha uma bruta de uma bebedeira e tem cabeça para enfrentar uma má trip?

Os pais têm que fazer mais o seu trabalho de casa. Mas hey!, eu não sou mãe. Não quero andar aqui a mandar bitaites a criticar aquilo que não sei. Se calhar, estas tais crianças de 14 anos têm uma boa educação. E toda a gente sabe que o fruto proibido é o mais apetecido, querendo com isto dizer que, quando se quer muito uma coisa, não há maneira a dar, a coisa vai acontecer. Se calhar há pais que preferem dar mais liberdade porque preferem tudo às claras em vez de no escuro. Mas eu acho sinceramente que a rapaziada de hoje em dia não tem cabeça alguma e isso, em parte, advém da educação que é dada em casa. Acho que é preciso eles saberem que há limites. Acho que é preciso que os pais lhes digam que não, que lhes deixem apenas fazer as coisas no seu devido tempo. Acho que uma criança com uma boa educação em casa, não faz metade das coisas que se faz hoje em dia. E porquê? Porque vai ter a noção que não é preciso aquilo (andar quase despida na rua, andar a beber vodka como senão houvesse amanhã, a fumar cigarros só porque é super cool) para ser mais que os outros ou para parecer mais velho e um mini adulto.

E isto tudo, o tópico deste post, advém do facto de eu ontem ter ido ao Sol da Caparica com a A e termos andado a debater sobre este assunto (no qual ambas concordamos porque, como chegámos à conclusão, tivemos uma educação parecida mas também porque temos ambas a mesma idade) e de termos visto muitas raparigas de 16, 17 anos completamente nuas (e ainda por cima estava a porra de um frio DAQUELES) o que já nem sequer me surpreende, porque todos os dias é a mesma coisa, mas não deixo de achar triste. Viam-se raparigas nuas, com altos decotes (porque eu não sei o que raio esta geração come, mas é impossível encontrarem uma rapariga com copa A) a mostrarem as big boobies (porque elas pensam que fica bem ou sexy, mas a sério, só lhes dá um ar trashy terrível) e os rapazes a babarem-se, com pelo menos dois copos de cerveja nas duas mãos, quando não é vodka com redbull, e com o típico cigarrinho (handmade, que agora isto está muito na moda) na boca ou atrás da orelha (porque também eles estão muito preocupados em parecerem cool). É uma imagem degradante, juro. Pelo menos para mim, claro.

Passando a parte física do tópico (seriously, just put some clothes on, you bitches!), passo aqui para o exemplo que esta geração tem hoje em dia. Assim de repente, os estilos de música mais em voga actualmente são a kizomba, o rap e o house/electro/dubstep/etc e tal. E assim de repente, eu acho que esta gente devia era pôr tampões nos ouvidos de cada vez que, por um acidente qualquer de percurso, ouvem isto. Porquê? Porque, primeiro que tudo, a Kizomba é um estilo de música e de dança muito sexy, que apela ali ao roça roça. Eu gosto bastante de Kizomba, mas não gosto de ver criançinhas na dança do acasalamento umas com as outras. Fossem ouvir One Direction que estavam melhores. Quanto ao rap, e aqui vou especificar bastante o rap tuga porque é sobre ele que também vão recair críticas, nem sei por onde começar. Reparem que eu não sou, de todo, conhecedora de rap/hip-hop português e muito menos grande apreciadora do género em geral, portanto vou cingir-me ao pouco que conheço, que já é o suficiente para eu dar uma opinião formada (mal ou bem, que se lixe)

Ontem ouvi 5-30 pela primeira vez no festival. Não estou a exagerar quando digo que passei o concerto todo de boca aberta. Estava chocada, aquilo foi uma tortura para mim, e só olhava para o relógio para ver quando é que aquilo acabava (felizmente, foi um concerto de 45 minutos portanto foi mais ou menos suportável). Pensei que aquilo fosse rap bom. Mas não é. Aquilo é só c*ralhadas com letras completamente sexualizadas e agressivas. Assim de repente, onde é que está a necessidade?  Óbvio que há ali rimas de jeito, mas são raras e tens que andar à procura delas. Okay, tudo bem. Há pessoas que gostam. Aliás, eu bem vi que sim. Mas eu não. E fez-me muita confusão ver gajas de 15 anos a cantarem rimas tais como "canta o som para que a moca baze", "com firmeza e bué moral, tem a firmeza dum cavalo" (what), "pitas querem guito", "ela é morena, tesuda/serena mas raçuda" (what), "ela cheira a vício/quero levá-la para a cama" (no coments), "ela é carne (...)", "já, já te tinha dito que eu não tou oh renas boy/por isso tu não me venhas com essas merdas boy", ETC ETC.

Eu fico chocada com estas coisas e olhem que tal é difícil. Choca-me que haja quem escreva estas coisas, choca-me ver uma multidão de pessoas muito novas a cantarem e a dançarem ao som disto. É óbvio que o pessoal sabe asneiras e expressões tipo "tesuda", mas porra, têm mesmo que pôr isso numa canção? Então assim é que não têm exemplo algum. Se o Pacman e o Regula podem dizê-lo, então eles também podem claro!

Como disse, não sou apreciadora de rap mas se me põem uma letra à frente com uma história, uma mensagem, princípio, meio e fim, eu vou gostar. Por exemplo, aquela música mais que batida, "Solteiro", acho que está muito bem conseguida, gosto imenso dela e não tem uma única asneira. Claro que depois há estilos diferentes, por exemplo, não gosto de Regula, prefiro STK e Jimmy P (se bem que o que parece é que o Valete é que é o rei do rap tuga, segundo comentários no YouTube). E gostava dos Da Weasel mas depois vê-se o Pacman nesta coisa, neste projecto, e eu penso como raio é que se passa do primeiro para o segundo.

E verem os vídeos no YouTube (sim porque tive que fazer pesquisa para me certificar que não digo qualquer coisa disparatada e para poder dizer "gosto deste e não gosto daquele")? Aquilo é o inferno do Português. Tanto como em língua, porque é óbvio que esta gente não sabe escrever e pensa que "gostas-te" existe, mas porque as pessoas mostram ali o melhor do desrespeito pelo outro (clap clap seus imbecis!) e mandam toda a gente para o c*ralho (porque é TÓTIL fixe fazer isso; ou então porque, como disse ontem o Pedro Abrunhosa, quando as pessoas gostam umas das outras é para lá que se mandam umas às outras - juro, ontem à noite só punha as mãos à testa; o festival devia levar bolinha vermelha, até os Demo dos EXS disse "f*da-se", "m*rda" e "c*ralho" umas quantas vezes).

Quando ao dubstep/house/electro, que agora está muito em voga, acho sinceramente que não é estilo musical para criancinhas andarem a ouvir. Ainda que seja o melhorzinho deles todos para esta faixa etária, e apesar de ser, na sua grande maioria, abstracta, uma vez que se trata só de beat, acho-a agressiva demais (mais uma vez, eu sou bastante apreciadora destes estílos de música). No meu tempo não era assim!

Point being, se calhar não concordam comigo, mas assim de repente, as pessoas da minha idade e/ou mais velhas com quem me dou (vulgo, os meus amigos) têm uma opinião consistente com a minha, o que só vem apoiar a minha ideia de sermos gerações completamente diferentes. Claro que há depois variações, conforme a educação tenha sido mais rígida ou liberal. A minha foi mais rígida, talvez daí eu ser tão mente fechada no que toca a este assunto (see, a educação influencia muita coisa!). 

Mas hey!, quando digo que a geração de hoje em dia é terrível, não quer dizer que a minha é muito melhor. Se calhar até é, mas acho, sinceramente que estamos muito mal representados. Por exemplo, vão-se a ver as reportagens no MEO SW, a pessoas que pareciam ter mais ou menos a minha idade, senão a mesma ou mais velhas, e não diziam uma para a caixa. Eu pessoalmente sinto-me envergonhada e terrivelmente mal representada. Só imagino as famílias com filhos já bem grandotes a olharem para a televisão e a pensarem "esta geração está perdida". Se calhar o que eu estou a fazer neste post é o mesmo que eles fazem com a minha, acabando por meter uma geração inteira num saco, no qual eu não gostaria de ser posta. Mas claro que há excepções na geração de hoje em dia. Agora, eu não as conheço. E a verdade é que as coisas que mais saltam à vista, assim numa daily basis, são estas que tenho andado a descrever e, se bem me lembro, não tenho ideia alguma de termos tido esta fase tão proeminentemente parva e desprovida de cérebro.

A verdade é que para mim, o que os jovens de hoje querem é andar a beber, fumar e a fornicar. Não querem saber dos estudos, não querem saber de crescimento pessoal, de instrução, de serem alguém um dia. Querem mostrar o piercing no umbigo, a copa C, os peitorais, o rabo; querem mostrar tudo o que não devia ser mostrado, não com 16, nem com 17 ou 18. Eu só agora é que me estou a descobrir enquanto mulher, uso um topzinho mais curto ou decotado de vez em quando e mesmo assim, sei muito bem quando é demais e não ando com as pernas à mostra se já tenho mais de 10 cm de pele à mostra na parte de cima. Faz parte do ter classe que é algo a que não se dá valor alguma aparentemente. Importa mostrar a pele em vez do cérebro, importa "comer" tudo o que é gajo/a, importa ter muitos amigos, importa ter gajos/as a babarem-se, importa tirar nudes para o Snapchat, importa o sexting, sex on skype/viber e outros que tais. Importa ter 1000 amigos no fb, importa ter 300 likes numa fotografia, importa ter um bronze enorme, importa é sair à noite e apanhar uma bezana de caixão à cova. Importa aquilo que, afinal, não importa quase nada. 

Acho que o que é imposto hoje é diferente, como já disse, logo os exemplos que os jovens têm não são os melhores. E, pior que isso, o facto de eu criticar tanto o facto de eles ouvirem certas coisas ou agirem de certa forma, é o facto de lhes faltar uma coisa que eu, aos 22 anos, tenho, felizmente, e que se trata de discernimento. Para mim, esta cultura tão sexualizada não me faz diferença alguma porque já tenho cabeça formada, já sou uma adulta, já tenho opiniões e sei que, apesar de hoje em dia se cultivarem certas coisas, independentemente daquilo que seja, há coisas que eu vou apoiar e outros que não vou. Mas as crianças de hoje em dia só têm estes exemplos, é a única coisa em que se podem basear. Devido ao facto de ser mais velha e ter tido outras coisas, sei bem o que é para mim ou não. Essa é uma das grandes e mais importantes diferenças entre nós.

Assim de repente, caminhamos para a desgraça.

domingo, 10 de Agosto de 2014

O ser alguém

Quando alguém me pergunta qual é o meu maior sonho eu respondo que é ser alguém. A tendência é para que as pessoas se riam, ou se surpreendam ou façam um comentário qualquer a desdenhar o que eu disse. Frequentemente sinto-me incompreendida. Sim, quero ser alguém. E não, não me sinto alguém. Não me sinto ninguém na verdade, daí que às vezes as pessoas pareçam ter problemas em aceitar certas coisas que eu digo (carregadinhas de ironia, if I may say) e lhe atribuam tanta importância, importância essa que me choca, verdade seja dita, porque muitas vezes, aquilo que eu digo, para além de ser completamente da boca para fora, é desprovida de intenção.

Anyways, point being, este é o meu maior objectivo de vida. Acho-o carregadinho de utopia e de grandes ambições e ainda que me considere uma pessoa ambiciosa, por vezes ponho-me a pensar senão estarei a aspirar muito alto. Mas então senão aspirar, nunca lá chegarei. E então... não serei ninguém? E se eu continuar a aspirar, e mesmo que não alcance, vou poder pensar que, de certa forma, alcancei algo, ou seja, assim de certa forma, sou mais ou menos alguém?

E, ainda mais importante, o que é ser alguém?

sexta-feira, 8 de Agosto de 2014

Portugal dos pequeninos... e dos gordos?

Há uns anos atrás, lembro-me de ter escrito no FB que Portugal estava a ficar gordo. Que ia à praia e ficava surpreendida pela quantidade de pessoas obesas que me estavam a rodear.

Pronto. Caiu-me o carmo e a trindade em cima. Mas.... Vamos lá a ver. Até que é verdade. Para além das evidências o demonstrarem, só têm que pôr o pé fora de casa, as estatísticas também o apontam. Ou seja, porque raio é que eu fui linchada em pleno FB por ter dito apenas a verdade? Vamos ter que nos deixar de ser tão sensíveis e imbecis. As crianças estão a ficar obesas, muito por culpa dos pais que também não os educam e que, muitas vezes, também não caminham para pesos saudáveis, por culpa das escolas, por culpa do marketing, por culpa da televisão... Enfim. Estamos a ficar gordos. Esta é a verdade. Se sou eu que o digo ou se são as estatísticas, isso não interessa. Contra factos não há argumentos.

Aliás, a obesidade é considerada a epidemia do século XXI. Eu quando escrevi aquele estado no FB, só me faltavam mandar para o c*ralho muito sinceramente e sem razão aparente. Pá, desculpem aí então. E já agora, o que acharão vocês quando eu disser que acho que somos um povo feio? Buuuu, bad Rafaela! Às vezes chateia-me o facto das pessoas não respeitarem opiniões alheias. Aliás, preferiam que fosse um estrangeiro a dizer isso? Ao menos eu digo as coisas que penso mas também não estou à espera que me levem muito a sério, porque sou só eu e a minha opinião não tem grande importância.

Vá, agora toca a ir comer uma saladinha e a ir correr 5 km ;)

De hoje

Se há coisa que me irrita profundamente e que me dá vontade de me espetar com um estalo daqueles bem dados nos c*rnos é perder algo muito importante. E ainda por cima por distracção. Juro que não me percebo e onde raio deixo eu tantas vezes a cabeça. Que irritação enorme! Ainda por cima, começar assim o dia não é nada bom.

terça-feira, 5 de Agosto de 2014

Travel-to-do-list

Berlin


Porque só oiço maravilhas sobre a cidade.

Londres


Porque 4 dias não foram suficientes.


Barcelona


Porque parece-me realmente encantadora.


Índia


Porque é exótica e culturalmente diferente.

Istambul


Porque é uma grande, grande viagem de sonho.

Nova Iorque


Porque após isto posso morrer feliz.