segunda-feira, 27 de julho de 2015

Objectivos de vida


Sempre fui pessoa de ter planos a longo prazo, de saber para onde queria ir, de saber o queria fazer para chegar às minhas metas. Sempre delineei um plano que se manteve inalterado por bastante tempo. Até que fui de Erasmus e estive um ano parada, acabando por me meter numa área que em nada tinha a ver com o meu curso, comecei a trabalhar a sério (não necessariamente num emprego a full time, mas em dois trabalhos que exigem bastante de mim) e agora... Não me imagino a seguir o meu plano.

Pelo menos por ora.

Ainda quero ser o que almejava ser, ainda quero tirar a mesma especialização mas só que não quando acabar o curso tal como estava planeado. É bom fazer planos mas também é bom ter a liberdade para ser flexível e adaptá-lo às circunstâncias de vida que, vejo agora, mudaram bastante. Acho-me tão nova para me comprometer em ajudar alguém. Tenho 23 anos e terei mais um quando for considerada Mestre em Psicologia. Sinceramente, quem é que sabe o quer que seja da vida aos 24 anos?? Okay, não estou a ser justa até para comigo mesma: sei algumas coisinhas, sei do que gosto e do que não gosto mas... Será o suficiente para me enfiar num consultório a ajudar pessoas? Hell no!

Nem sequer é o que me imagino a fazer de todo pois não sou pessoa de estar enfiada num sítio o dia inteiro. Sou uma pessoa demasiado dinâmica e extrovertida para estar uma hora a ouvir o meu paciente a falar. Sinceramente, o que gostava mesmo de fazer era uma viagem de 3-4 meses, ir trabalhar num hostel ou num restaurante ou num bar para ganhar mais uns trocos para os bilhetes de avião do próximo destino que será decidido dois dias antes da data de embarque.

Se calhar, daqui a um ano já mudei de ideias outra vez. E sabem que mais? Espero bem que não.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Homens e mulheres, homens que se parecem com mulheres e mulheres que se comportam como homens - o mistério

Que as pessoas não interpretem mal este meu post (mas eu acho que vão, como SEMPRE).

Vamos já aqui estabelecer que eu sou a maior defensora da causa LGBT que podem conhecer, tenho amigos gays e lésbicas e é tudo na maior MAAAAS uma coisa que não percebo são:
a) gays que são mais femininos que eu 
b) lésbicas que se parecem com homens

Here's the thing: qual é a necessidade? Okay, és homem e gostas de homens. Isso não quer dizer que tenhas que te comportar de forma mais girl-ish que eu. E és mulher e gostas de mulheres. Óptimo! Mas porque raio rapas o cabelo, ages como um homem e vestes-te de tal forma que uma pessoa está 15 minutos a tentar advinhar se te apresenta como uma Maria ou um Mário? 

Na verdade acho que este "fenómeno" acontece mais entre mulheres, até porque com homens torna-se um pouco mais complicado camuflar as características específicas do sexo. É raro ver um casal de lésbicas em que ambas são femininas. Reparem, não estou aqui a dizer que todas as mulheres, por o serem, têm que andar vestidas com uma saia e um top e saltos altos e florzinhas na cabeça e maquilhagem e malinha e blá blá blá, Deus sabe que eu também não faço isso, mas a questão é que num casal lésbico, parece sempre haver um homem. Mesmo que os seus órgãos genitais sejam iguais aos meus. E eu pergunto porquê? Porque raio é que há esta necessidade de se parecerem com um casal heterossexual? Não se sentem confortáveis em serem mulheres, que se parecem mulheres e que gostam de mulheres? Para quê a transformação de visual que os leva a parecerem homens?

Ainda há coisa de 3 dias estava no MMV e um amigo meu não conseguia perceber se uma pessoa que lá estava era rapaz ou rapariga. Eu disse que era um rapaz porque até a forma como estava encostado à parede era típica de gajo mas percebemos que afinal o "rapaz" usava um soutien. E que se olhasses mesmo mesmo mesmo bem, a sua face andrógena apresentava uns traços femininos. Foi complicado deslindar aquele quebra cabeças. Mas a coisa fez-se e começamos a debater o porquê da necessidade de se parecer com um rapaz quando és uma rapariga. E a pergunta ainda se mantém porque não consigo perceber. Se eu gostasse de mulheres continuaria a gostar de me vestir bem e de forma feminina, e por vezes sexy, ia continuar a gostar dos batôns da MAC e do rímel da Benefit. Serei só eu?