domingo, 7 de fevereiro de 2016

De hoje


Em 23 anos de vida, há muito pouca coisa que possa ensinar às pessoas, sendo que me limito a absorver conhecimento para o futuro. No entanto há duas coisas que é essencial terem em atenção. Deriva da minha experiência pessoal, é um pouco cliché mas julgo ser importante partilhar isto com vocês:
  1. Não vale a pena perpeturar algo mau. Seja uma discussão ou um estado emocional, simplesmente não vale a pena. Com isto quero dizer que é importante haver contenção. Quando há algo que vos chateia bastante e vocês estão irritados/desiludidos/tristes de nada vos vai valer enviar um sms à pessoa X com palavras cheias de ódio. Eu sei que custa mas o testamento que vão escrever não vai trazer acréscimo positivo algum à situação. Nestes casos o melhor é mesmo ir apanhar ar e voltar ao assunto um par de horas mais tarde. A probabilidade do assunto não chatear tanto é enorme e conseguirão pensar de forma mais clara sobre algo que vos incomodava bastante e vos toldava o julgamento de uma certa maneira;
  2. Nestes casos ajuda bastante rodearem-se de energias positivas. Vão ter com amigos. Saiam de casa e vão tomar aquele café que está combinado há meses mas que nunca houve oportunidade, levem uns DVD's para a casa de alguém e sentem-se confortavelmente no sofá ou desabafem, chorem, gritem tudo o que quiserem. Os amigos estão cá mesmo para isso.
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Diário de uma vegetariana #3

Falar de alimentação tornou-se um tópico muito frequente desde que me tornei vegetariana. 

E sabem que mais? 
É bastante cansativo. 

Seja porque lês comentários de merda e tens mesmo que ir mandar o teu bitaite porque convém sempre educar as pessoas no sentido de pararem de ser estúpidas; seja porque as pessoas continuam com estereótipos do género "os vegetarianos só comem salada" ou "os vegetarianos não comem proteína"; seja porque, do nada, toda a gente sabe imenso sobre alimentação vegetariana e, já agora, são os mesmos que acham que me tornei vegan, yada yada yada.

Eu gostava só de dizer que tenho mais interesses na vida que a minha alimentação! Eu sei, shocking.

Não sou uma pessoa diferente. Apenas não como carne nem peixe, de resto mantive-me igual. Ainda como lacticínios, ainda estou no processo de aprender mais sobre este tipo de alimentação (se bem que isto do conhecimento é sempre um processo contínuo), ainda tenho muita comida para testar e comer pela primeira vez.

Não sou hipócrita: sinto saudades de uma picanha, sinto saudades de salmão e de atum. Tenho amigos que comem carne à minha frente e não me faz confusão alguma e longe de mim eu fazer-lhes sentir mal por algo que comi a minha vida inteira. Vejo programas de culinária em que a maioria só cozinha com carne e com peixe e não os deixo de ver porque X vaquinhas e Y peixinhos foram mortos.

Esta semana ouvi dizer que sou uma vegetariana atípica porque disse que gosto de carne. Well. Gosto. Bastante. Mas existem crenças pessoais que se sobrepuseram aos meus gostos, também eles, pessoais. Estou a fazer isto por mim, porque li, porque me respeito e acho que é melhor deixar certos alimentos de lado. Mas não imponho isto a mais ninguém (as pessoas ficam muito supreendidas pelo facto do meu namorado comer carne e sou a primeira a cozinhar-lhe massa com atum, portanto vejam só quão atípico, aparentemente, isto é).

E, no entanto, sinto-me constantemente atacada por uma escolha pessoal que fiz e que apenas a mim me diz respeito. As pessoas são tão chatas que se torna ridículo.

Ao mesmo tempo, noto que as pessoas à minha volta que me realmente são importantes, começaram primeiro por mandar as típicas bocas da praxe, mas são as primeiras a quererem informar-se melhor sobre o vegetarianismo e são aquelas que fazem questão de cozinharem um prato vegetariano só para mim ou então de lerem receitas de sobremesa para verem se eu posso comer.

Nem tudo é mau, huh?
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Diário de uma vegetariana #2


Considerações:

  1. Ando sempre esfomeada. Ando a comer de 2h em 2h e mesmo quando como mais ao almoço e ao jantar, chegando até a ficar cheia, passadas 3h já estou a atacar a comida outra vez. Mas acho que ainda não ganhei peso.
  2. Já sei fazer papas de aveia como deve de ser! É super fácil e saboroso, para não falar dos nutrientes todos que ingiro logo de manhã. Sinto-me logo super bem e muito nutrida mas, como disse no ponto anterior, passadas 2h tenho que atacar um snack qualquer.
  3. Estou lentamente a desistir de comer ovos porque vi um vídeo assustador sobre a realidade por trás da produção dos mesmos. Não que não tivesse uma ideia mas não há nada mais poderoso que ver mesmo.
  4. O mesmo se passa com o queijo e a manteiga. Ainda como mas estou a deixá-los para trás., aumentando o tempo em que não os consumo de todo. Mas, como já disse, sem pressas.
  5. Apercebi-me que o meu corpo já não reaje bem a certas refeições. Quando como algo mais processado ou pesado sinto-me muito, muito mal. Ontem fui almoçar ao Italian Republic no Alegro e morri para a vida. Comi uma daquelas massas prontas em 5 minutos. O problema não foi a quantidade mas o que pus como ingredientes...Um deles era queijo (da ilha, ainda por cima) a combinar com o molho 4 queijos (que adoro). Bom, estão a perceber, não estão? Estive 3h a sentir-me super cheia. Odeio sentir-me cheia. Odeio sentir que estou super empaturrada e a única solução é vomitar para ver se me alivia o sofrimento. Lá passou mas aprendi uma lição muito importante: não vai voltar a acontecer. É cada vez mais vital eu prestar atenção ao meu corpo e ponderar muito bem o que ponho dentro do meu organismo.
  6. Noto melhorias a nível da celulite (que, ainda por cima, piora com o consumo de produtos lácteos, portanto, é de esperar que uma redução dos mesmos leve a uma melhoria no aspeto do meu rabo) e a nível de pele, sendo que, apesar de nunca ter tido muitas borbulhas, às vezes, com o consumo de certas coisas apareciam-me umas muito feias que demoravam imenso tempo a desaparecer... Noto que a minha pele está com melhor aspeto. Só falta é começar a dormir mais que 6h por noite mas o meu estilo de vida continua a mil e as minhas olheiras teimam em continuar marcadas na minha cara.
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