quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

Tim Cook


Tim Cook saiu do armário. Aliás, não é que tenha saído do armário até porque o próprio disse que nunca negou a sexualidade mas, a bem ver, uma pessoa não tem que abrir as janelas e dizer onde gosta de levar (perdoa-me mãezinha pela expressão utilizada mas tu sempre disseste que cada um levava onde gostava!). Diz o senhor que admitiu com o intuito de ajudar outras pessoas e, indo mais longe, diz que ser gay é um dom que Deus lhe deu.

Pronto. E aqui é que a porca torce o rabo. Como assim, "dom"? Eu quando penso em dons, penso em saber cantar (tipo Whitney Houston), saber falar (como o nosso José Hermano Saraiva), saber ler as pessoas (como Paul Ekman). Não penso na minha orientação sexual. Não penso que sou abençoada por gostar de homens. Penso simplesmente que é um traço inerente à minha pessoa. Agora... Um dom? Huh?

Eu gosto muito de gays, juro que sim, mas às vezes oiço com cada coisa que eu fico parva. Já disse que era contra os direitos dos gays por achar uma grande forma de discriminação da sociedade para com eles mas também sou contra estudantes de uma universidade formarem um clube gay (sim, é verdade) pois aí já se trata de uma discriminação deles para "nós" (vulgo, estudantes heterossexuais). 

Vamos mas é chegar a um meio termo e deixemo-nos de parvoíces. Nem eu sou especial por gostar de homens, nem um homem é especial por gostar doutro homem. 

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Tim Cook came out of the closet. I mean, not that he was ever inside one since he admitted that he never hid his homossexuality, but, personally, I don't think we should open our windows and spread the word about where we like to receive. Tim also says that he spoke about it because he wanted to help other people in the same situation as his and he added that being gay is a gift from God.

Wait. What? What do you mean by "gift"? When I think about gifts, I think about someone who is able to sing (like Whitney Houston), to speak (like portuguese historian José Hermano Saraiva) or how to read people (like Paul Ekman). I do not think about my sexual orientation. I don't think I'm blessed because I like men. I think that it's a trace underlying myself. Now... A gift? Huh?

I love gays, I swear I do, but sometimes I hear things that shock me. I already told I'm against gays's rights since I think it's a way of discrimination from society to them but I'm also against a group of students who wants to create a gay club (yes, it's true) because then, it's discrimination from them to "us" (us as straight students).

Let's find a middle term e stop being silly. I'm not special because I like men and a guy who likes another guy isn't special either.

Books to-read list #4


quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

a matter of reality


Se a Física Quântica nos diz que a realidade é aleatória e não determinística tal como preconizado por Einstein e tantos outros, porque raio temos então pessoas que ainda acreditam que já está tudo "escrito" e que não passamos de meros peões?

E até que ponto é que acreditar no Universo, assim a uma escala um pouco já mais esotérica da temática, ou no facto de tudo acreditar por uma razão ou, indo um pouco mais longe, o facto de não existirem coincidências (sendo que este ponto julgo já pertencer a uma "escolha" mais pessoal sobre a percepção das coisas) pode ser considerado já roçar um pouco a parte determinística da realidade (que afinal não é determinada de todo)? Aliás, podemos relacionar, sequer, um facto científico com uma percepção pessoal? Não estaria a ser relacionar ciência com religião?

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If Quantum Physics says that reality is random instead of deterministic like Einstein defended and some other autors, why do we have people that still believe that everything is "written" and we are nothing more than puppets?

And also, in which way believing in Universe, now speaking in a more esoteric way of the topic, or some kind of idea that everything happens for a reason or, even further, the fact that there are no coincidences (and here I think this belief belong more to each other's view of life) can be considered as touching a little bit the theory that reality is determined (which actually it's not)? Or can we even do this association? Can we mix a scientific fact with a personal belief? Wouldn't it be like mixing science and religion?