sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

amigos

Acerca deste post, um amigo meu veio falar comigo a discutir o assunto sobre mim. Ah porra, iluminou-me. Ok, vejamos. Se calhar era imensamente óbvio para vocês também mas para mim não era, paciência. Gostei do que li. Partilho aqui.

"Mas acho que a especialidade advém de conseguires pegar naquilo que advém de outros e transformá-lo em algo que é teu...
Não interessa tanto a origem, mas sim o resultado final, a forma como ele se manifesta na tua pessoa, porque o que é verdadeiramente teu é o processo de transformação das características originais numa apropriação tua."

Obrigada :) 

quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

Qualidades


Se há coisa que me caracteriza é o facto de eu me rir de mim própria a toda a hora. Gozo comigo, encolho os ombros, não me levo a sério.
É triste que haja por aí tanta pessoa que é simplesmente demasiado séria

Erros


Os erros são, provavelmente, uma das coisas que mais dor/sofrimento nos tráz. Pessoalmente, eu cometo-os a uma velocidade pecaminosa. Daqueles grandes deve ser um por mês (ok, se calhar estou a exagerar um pouco). Aqueles que tu fazes e, senão é logo a seguir é passado muito pouco tempo, levas a mão à testa e pensas "como é que isto é possível". Enfim. Errar é uma merda. A curto prazo. 

A longo prazo é uma experiência de aprendizagem do caraças. E faz-te olhar para trás e, dependendo do grau de arrependimento que tires da coisa, pensas "bem, está feito". Moving on. No que toca à minha pessoa, estou numa fase de aceitação. Aceitação de que estou longe de ser perfeita, que cometo erros a toda a hora mas que aprendo com eles, retiro algo e que tudo o que faço me torna na pessoa que sou hoje e que serei amanhã.

Viver no arrependimento é das piores coisas. Não quer dizer, contudo, que se deva adoptar uma atitude de leviandade. Não. Está feito, está feito. Certo. Mas não é voltar a fazer e lixar o que está à tua volta. Já tive fases em que me ia tão abaixo que simplesmente não vale a pena lá voltar. Se me apercebo que faço algo menos bom, reflicto sobre o que fiz, sobre a opinião que mantenho ou criei sobre mim e sigo em frente. É que senão a vida nunca mais anda para a frente e não há nada pior que viver no passado.

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

people getting in, people getting out


A vida é assim.
Aliás, a vida sempre foi assim.
Desde pequeninos que vamos conhecendo pessoas. Uns ficam, outros, inevitavelmente, partem. Às vezes por motivos explícitos, outras vezes porque as pessoas simplesmente vão seguindo caminhos diferentes.

Inevitavelmente todos nós temos amizades que já duram há uma vida e que sabemos que vão ficar connosco. Depois temos aquelas que são mais recentes mas que têm um lugar importante na tua vida.

E depois... Depois há aquelas pessoas que tu conheces por circunstâncias variadas e que, imediatamente, sabes que criaste uma empatia e que, se depender de ti e se a outra pessoa sentir o mesmo, vais ter uma boa amizade por cultivar e que te vai preencher e/ou completar.

Neste momento estou a conhecer novas pessoas que estou a gostar imenso de ter na minha vida. É bom sentir isto. É bom saber que não tens que te manter ""presa"" a um número fixo de pessoas que já conheces desde sempre e que, portanto, já não vale a pena dares-te ao trabalho de acrescentar novas amizades.

Actually, fazer amizades novas é extremamente recompensador. Dá-te novas experiências, novas interacções, novas dinâmicas. É um mundo novo que se forma sempre que te abres a isso. Um mundo novo que se pode replicar quantas vezes quiseres e/ou permitires.

I'm lovin' it!

Wishlist #7

Quero tanto.

Li e gostei #5


Esquizofrénico.

domingo, 19 de Outubro de 2014

everybody loves a second chance

As pessoas são um bocado hipócritas, não são? Adoram segundas oportunidades. Pelo menos, de as receber. Mas no que toca a dá-las já é mais complicado.

Vejamos. A jornalista da SIC Marta Atalaya publicou muito recentemente um livro de histórias sobre pessoas que foram sem-abrigo e/ou estiveram no mundo da droga e que conseguiram dar a volta por cima.

Não há quem não goste de uma bela história destas. Mas... Quem faz verdadeiramente algo para que estas aconteçam?

Se virmos um sem-abrigo ou um drogado na rua não olhamos. Não queremos saber. Damos o nosso maior desprezo. Acredito que muitas das pessoas o façam porque custa olhar e encarar uma determinada realidade que, embora diferente da nossa, faz parte daquela em que estamos inseridos.

No entanto, ajudar é que está quieto. Não queremos saber, lançamos olhares sub reptícios, fugimos. Mas quando sabemos do caso em que o amigo da pessoa X costumava viver nas ruas e que agora está inserido na comunidade, aplaudimos. Gostamos. Dizemos sim senhor, que bela história de vida. Fazemos questões mostrando genuíno interesse naquela pessoa que passou de "nada" a "alguém".

É como disse. Destas pessoas quantas ajudariam alguém? O depois é sempre fácil. Já está tudo resolvido! No entanto, o caminho do antes e depois está só designado para poucos.

sábado, 18 de Outubro de 2014

Pieces of me


Estive a pensar. Até que ponto sou 100% autêntica?
Vejamos. O que é ser autêntica? Se calhar, assim de repente, estou a usar de forma errónea esta palavra. Tenhamos isto em atenção.

Estive a pensar. Até que ponto sou 100% apenas eu? Porque não sou.
Vejamos.

Sou teimosa "comá" m*rda e tenho um feitio complicado. Regalias da minha mãe. Ao mesmo tempo, consigo ser tranquila e sou muito poupadinha e responsável com o meu dinheiro. Regalias do meu pai. O gosto por viajar, ler e aprender, vem de ambos. Sou ambiciosa e persistente, regalias de ambos também. E sou uma boa menina (tento), sou educada e respeitadora. Regalias da boa educação cá de casa.

Então o que vem de mim? Que parte de mim corresponde a algo que tenha "crescido" ou se "manifestado" apenas por experiência da vida? Assim de repente acho que sou um bocadinho de toda a gente com que me dou. Tenho bocadinhos dos meus pais, do meu amigo A, B, C... Então eu sou o quê? Sou uma pessoa que reúne em si bocadinhos de outras pessoas.

Não me sinto apenas eu. Sinto que sou produto das minhas relações. Não que seja necessariamente mau, porque não o é. Mas até que ponto eu tenho certas características de personalidade cuja origem estão única e exclusivamente em mim?

Does this makes sense anyway?

Às vezes dou comigo a pensar nestas coisas. Esta não me aflige particularmente mas ainda me ocupa algum do meu tempo. Quem é que quer pensar em si como fragmentos de outras pessoas? 

E se, só se, não for só apenas fragmentos de outras pessoas? E se uma certa e determinada situação me tornou mais algo mas realmente estava presente uma pessoa que eu ache que me tornou mais nesse algo?

Quem sou eu, afinal?
(ah a famigerada questão!)